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Posted by on maio 22, 2012 in Notícias | 1 comment

Luto Na Dance Music

A semana passada foi trágica para a “dance music”: na quinta, dia 18, morreu Donna Summer, aos 63 anos. No domingo, foi a vez de o músico Robin Gibb, do grupo Bee Gees, sucumbir ao câncer, aos 62 anos.

Robin Gibb será lembrado para sempre como um dos ícones da discoteca, por causa da trilha sonora de “Os Embalos de Sábado à Noite”, lançada em 1977.

O disco trazia faixas dos Bee Gees como “Stayin’ Alive”, “Night Fever” e “How Deep is Your Love” e foi, por 15 anos, a trilha sonora mais vendida da história do pop, sendo finalmente superada em 1992 por “The Bodyguard” (“O Guarda-Costas”), com músicas de Whitney Houston. Calcula-se que os Bee Gees tenham vendido cerca de 200 milhões de álbuns em todo o mundo, numa carreira iniciada nos anos 1960.

A foto dos Bee Gees de roupa branca na capa de “Os Embalos de Sábado à Noite” é uma das imagens icônicas da era “disco”. No entanto, a banda já era muito popular pelo menos uma década antes do estouro da discoteca.

Formado pelos irmãos Barry e os gêmeos Robin e Maurice, o grupo começou a mostrar suas habilidades vocais em apresentações na Inglaterra e Austrália, onde a família Gibb morou de 1958 a 1967. O primeiro LP saiu em 1965: “The Bee Gees Sing and Play 14 Barry Gibb Songs”.

De volta à Inglaterra, atraíram a atenção de Brian Epstein, agente dos Beatles, que os recomendou ao empresário Robert Stigwood. Na Inglaterra, gravaram várias músicas de sucesso, na maioria baladas românticas com harmonias delicadas.

Em 1969, o grupo lançou um ambicioso álbum duplo de pop psicodélico, “Odessa”, mas Robin deixou a banda logo após a gravação por causa de uma briga com o irmão, Barry. O trio voltaria a trabalhar junto poucos anos depois, quando já estavam experimentando com sons mais dançantes.

O estouro da discoteca marcaria os Bee Gees, para o bem e para o mal. Quando o estilo saiu de moda, arrastou quase todos os artistas para o buraco. “Fomos tratados como leprosos”, diria Robin depois. “Ninguém queria chegar perto de nós.”

O que leva à inevitável pergunta: o que teria sido dos Bee Gees se a discoteca não tivesse acontecido? O objetivo do grupo sempre foi ser reconhecido por música pop de qualidade, como faziam seus ídolos, os Beatles.

Em 1988, o irmão mais novo dos Gibb, Andy, que tinha uma carreira solo de sucesso como cantor, morreu aos 30 anos, de problemas cardíacos piorados por uma longa adição a drogas. Em 2003, Maurice morreu de um ataque do coração.

Já Robin havia sido hospitalizado há alguns meses para tratar de um câncer. Passou por uma cirurgia no intestino em março e não pôde prestigiar a estréia, em abril, de “The Titanic Requiem”, uma peça clássica que compôs com o filho, Robin-John, em tributo ao centenário do acidente do Titanic.

Robin chegou a entrar em coma, mas acordou dias depois, enquanto a família cantava para ele, no leito do hospital. Até na doença, os Gibb nunca deixaram a música de lado.

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http://www.jornalfloripa.com.br/geral/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=3597

1 Comment

  1. Esses ícones da dance music serão sempre lembrados.

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